Na madrugada de hoje, no centro da cidade de Lagos, um Guarda-Nocturno detectou uma porta de um Snack-Bar arrombada e com o vidro partido, não aparentando haver intrusão pelo facto de aparentemente nada estar remexido no interior, o que leva a crer que quem provocou o dano se tenha colocado em fuga ao aperceber-se da chegada do Guarda.
Ao contrário do que tem sucedido no Algarve durante as noites de Natal, em que ainda nenhum episódio o marcou na sua profissão, a passagem de ano parece ser mais complicada.
“Estou em Lagos há oito anos e lembro-me de que não tenho tido problemas nas noites de Natal. Sei que no ano anterior à minha entrada chegou a haver dois assaltos, ainda não existiam guardas-noturnos nessas áreas. Felizmente, Lagos é, por enquanto, uma cidade segura”, observa Carlos Tendeiro.
Para este guarda-noturno, a noite de Natal “acaba por ser, ao fim e ao cabo, quase como as outras. Só que há muito menos movimento na cidade. E se houver movimento é por volta da 1 hora da madrugada quando entramos ao serviço, pois é nessa altura que as pessoas saem das casas dos seus familiares para regressarem às suas residências. Vê-se, geralmente, depois, um acumular de lixo das prendas”, conta.
Filho de um guarda-noturno, em Leiria, onde despertou para esta profissão, Carlos Tendeiro recorda que, há nove anos, naquela cidade, onde foi passar a quadra festiva com o pai, “colegas nossos apanharam em flagrante delito numa noite de Natal os dois indivíduos que, por hábito, vandalizavam por noite de dez a vinte carros, partindo vidros, embora nada levassem. Era só para destruir”.
“Conseguiu-se parar com essa onda de vandalismo”, frisa.


